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29/08/2014

Burundi


DADOS PRINCIPAIS:

Nome Oficial:  República do Burundi
Área: 27.834 km²
Capital: Bujumbura
População: 8,3 milhões (estimativa 2009)
Nacionalidade: burundinesa
GovernoRepública Presidencialista
Localização geográfica: centro-leste da África
Clima: Tropical

ECONOMIA:
PIB (Produto Interno Bruto): US$ 1,2 bilhão (2008) 
Moeda: franco burundinês
Principal produto é o café

DADOS CULTURAIS E SOCIAIS:
Composição da População: hutus (85%), tutsis (14%), pigmeus (1%)
Idioma: quirundi e francês (oficiais)
Religiões principais:  cristianismo (cerca de 92%)
IDH: 0,282 (2010) - desenvolvimento humano baixo

CULTURA:
Gastronomia:  frequentemente contém feijão vermelho, e geralmente não é acompanhada por alimentos doces ou de sobremesa. Durante as celebrações e as reuniões, Burundians bebem o vinho de banana feito em casa e a cerveja, às vezes bebendo por palhas de um grande container único.
Música: Tradicionais batuques é uma parte importante do património cultural Burundi. Frequentemente acompanha as danças e tradicionais batuques, que é frequentemente visto em festas e encontros familiares. Alguns artesãos de Burundi têm músicas especiais para acompanhar as diferentes fases do seu trabalho.


Burkina Faso


Burkina Faso ou Burquina Faso, antigo Alto Volta~, possui pior taxa de alfabetização do mundo (23,6%).

Capital: Ouagadougou
Presidente: Blaise Compaoré
Moeda: Franco CFA ocidental
 Área: 274.200 quilômetros quadrados
Religião: Crenças tradicionais 44,8%, Islamismo 43%, Cristianismo 12,2% (católicos 9,8%, protestantes 2,4%) (1980).
População: 16,46 milhões (2012)
Clima: O terreno é verde no sul, com florestas e árvores de fruto, e desértico no norte. A maior parte do Burkina Faso central fica num planalto baixo, coberto por savana, a uma altitude de 200 - 300 metros, com campo aberto, bosques e árvores isoladas. 

Economia: O Burkina Faso é um dos países mais pobres do mundo, com alta densidade demográfica e uma renda per capita inferior a US$ 300. Mais de 80% da população do país depende da agricultura de subsistência, altamente vulnerável à escassez de chuvas.


28/08/2014

Botswana


Seu nome oficial é República do Botswana, anteriormente chamava-se Bechuanalândia adotou esse nome após a independência em 30 de setembro de 1966.
Capital: Gaborone
Presidente: Ian Khama
Moeda: Pula
Religião:  crenças tradicionais 49,2%, Cristianismo 50,2% (protestantes 29%, cristãos africanos 11,8%, católicos 9,4%), outras 0,6%.
Agricultura: criação de gado, sorgo, milho, amendoim, feijão, feijão-frade, semente de girassol.
Recursos Naturais: Os diamantes, cobre, níquel, sal, carbonato de sódio, potássio, carvão e minério de ferro.
Clima: O clima varia de desértico a semiárido, com invernos suaves e verões quentes.
 - O Botswana situa-se numa zona árida do interior da África meridional. É um país bastante plano, ocupado quase por completo por um planalto com altitudes entre os 700 e os 1200 m, aumentando um pouco a rugosidade do terreno na extremidade oriental. O deserto do Kalahari ocupa o sudoeste do país, e a norte a depressão de Mababe é parcialmente ocupada pelo pântano do Okavango, onde termina o curso do rio Okavango, proveniente da Namíbia. 
Principal rio: Limpopo
Ponto Culminante:  Tsodilo Hills, com 1.489 m.
Feriados Nacionais: 1 de Janeiro – Ano novo
2 de Janeiro – Feriado Público
Sexta Feira Santa
Páscoa
Dia da Ascensão
1 de Julho - Dia de Sir Seretse Khama
19 de Julho – Dia do Presidente
20 de Julho – Feriado Público
30 de Setembro – Dia da Independência
25 de Dezembro – Natal
26/27 de Dezembro – Boxing Day


27/08/2014

Os deuses egípcios

Os egípcios cultuavam inúmeros deuses, com funções e aspectos variados. Existiam deuses cultuados em todo o Egito e outros adorados apenas em determinados lugares. Entre os primeiros estavam os deuses ligados à morte e ao enterro, como Osíris.
O culto a Ísis e a Osíris era o mais popular no Egito Antigo. Acreditava-se que Osíris e sua irmã-esposa, Ìsis, tinham povoado o Egito e ensinado aos camponeses as técnicas  de agricultura. Conta a lenda que o deus Set apaixonou-se por Ísis e por isso assassinou Osíris. Esse ressuscitou e dirigiu-se para o Além, tornando-se o deus dos mortos.
Os antigos egípcios acreditavam que as lágrimas de Ísis, que chorava a morte do esposo, eram responsáveis pelas cheias periódicas do Nilo. Também era adorado o deus Hórus, filho de Ísis e Osíris.
          
Estas divindades possuíam algumas características (poderes) acima da capacidade humana. Poderiam, por exemplo, estar presente em vários locais ao mesmo tempo, assumir várias formas, até mesmo de animais e interferir diretamente nos fenômenos da natureza. As cidades do Egito Antigo possuíam um deus protetor, que recebia oferendas e pedidos da população local.
Os deuses egípcios têm muito em comum com os homens: podem nascer, envelhecer, morrer: possuem um corpo que deve ser alimentado, um nome, sentimentos. No entanto, estes aspectos muito humanos escondem uma natureza excepcional: seu corpo, composto de matérias preciosas, é dotado de um poder de transformação, suas lágrimas podem dar nascimento a seres ou minerais. Os poderes dos deuses são sempre comparados a algumas propriedades dos elementos da natureza ou dos animais, o que dá lugar a representações híbridas às vezes espantosas.
Para representar os deuses, todas as combinações são possíveis: divindades totalmente humanas, deuses inteiramente animais, com corpo de homem e cabeça de animal, com o animal inteiro no lugar da cabeça (o escaravelho, por exemplo) ou com cabeça humana. A esfinge, imagem do deus-sol e do rei, é um leão com cabeça humana. Há animais comuns a muitas divindades (o falcão, o abutre, a leoa) e outros que são característicos de apenas uma (íbis de Thot, o escaravelho de Khepri).
Os egípcios mumificavam e enterravam seus animais domésticos. Sobretudo em uma data relativamente tardia, no decorrer do 1° milênio A.C. os egípcios sacrificavam animais para mumificá-los e amontoá-los aos milhares em cemitérios especiais. São, provavelmente, ex-votos que os devotos compraram dos sacerdotes para oferecer a seu deus seu animal preferido. O culto dos touros sagrados é muito mais antigo: um animal único torna-se uma manifestação terrestre do deus. Ele tem direito a um enterro com grandes pompas.
Havia inúmeros Deuses, sendo inevitável às rivalidades e as contradições.


Conflitos no Chade: sem luz no fundo do túnel (Pag 28 C.A)

Nos seus 48 anos de história como país independente, o Chade nunca teve uma mudança de Governo de forma democrática e livre. Todas as mudanças no comando do Estado fizeram-se sempre de uma forma violenta, através de um golpe militar. O que aconteceu em N’Djamena, no passado mês de Fevereiro é uma repetição exata daquilo que se passou, em Abril de 2006, quando um punhado de rebeldes, procedentes também do Sudão, entrou na capital, com o único objectivo de expulsar Idriss Deby do poder. Trata-se de mais um episódio da trágica história de um país que conta os seus anos de independência por épocas de guerra civil, rebeliões e golpes militares. No passado mês de Fevereiro, os rebeldes estiveram quase a consegui-lo. Só a perícia militar de Idriss Deby e a ajuda que recebeu do Exército francês impediram a sua derrota.
Curiosamente, todos os golpes militares que tiveram êxito partiram sempre do Sudão. Hissène Habré iniciou a sua ofensiva em Darfur. O próprio Deby organizou a tomada do poder no mesmo lugar. É a mesma história, repetida uma e outra vez: organiza-se a revolta do outro lado da fronteira – sempre com a conivência e o apoio do Sudão e o beneplácito da França –; cruza-se o país de leste para oeste e entra-se em N’Djamena. Assim de simples. Tudo depende da posição que tomem Cartum, por um lado, e Paris, pelo outro. Nesta ocasião, falhou uma das partes: a francesa. O apoio sudanês aos rebeldes compreende-se pela ajuda que o Governo chadiano está a dar aos rebeldes de Darfur que lutam contra Cartum; enquanto o apoio francês a Idriss Deby obedece a razões estratégicas. Para a França é capital que Deby continue à frente do país, porque a sua queda suporia uma grande instabilidade em toda a zona.



Poder a qualquer preço

O caso do Chade é, por um lado, uma peça do complicado quebra-cabeças que configura hoje a região do Darfur e, por outro, a desgraçada consequência da ambição dos seus dirigentes para se aproveitarem do ouro negro que alberga o seu subsolo.
A aliança dos três movimentos rebeldes que, em Fevereiro passado, atravessou o país, de leste para oeste, em apenas cinco dias, foi uma aliança de circunstâncias, criada à força, sob pressão do Sudão, para a ocasião. Mas, depois da derrota, a coligação desfez-se, para dar lugar a uma nova. No passado dia 28 de Fevereiro, o general Mahamat Nouri, líder da UFDD (União de Forças pela Democracia e pelo Desenvolvimento), uma das partes aliadas, anunciava a dissolução desta e apresentava uma nova aliança, chamada Aliança Nacional (AN), formada pela própria UFDD, liderada por ele mesmo; pela UFDD-Fundamental, liderada por Abdelwahid Abdoul Makaye; e pela Frente para a Salvação da República (FSR), de Ahmat Soubiane. A RFC (Reunião de Forças para a Mudança) de Timane Erdimi, sobrinho do presidente, fica fora desta nova coligação, embora Nouri não descarte a hipótese de colaborar com ela. Em todo o caso, esta reorganização evidencia as desavenças entre os dois principais líderes da aliança que esteve perto de conseguir o poder: Timane Erdimi e Mahamat Nouri. Erdimi é sobrinho do presidente Deby, da mesma etnia que ele, um zaghawa; enquanto Nouri é um gorane, a etnia do ex-presidente Hissène Habré, deposto a seguir ao golpe de Estado levado a cabo por Idriss Deby, em 1990. Ambas as etnias sempre foram inimigas entre si, pelo que uma aliança entre elas pouco podia durar.
Por outra parte, esta reorganização da oposição armada não é nada de novo. Já houve imensas reorganizações; de cada vez com um novo nome e com diferentes componentes; mas sempre com o mesmo objectivo: depor Idriss Deby. Uma vez conseguido o fim que justifica a aliança, não haverá mais nada que a motive e acontecerá a divisão, já que o objectivo de cada um dos seus líderes não é devolver ao país o caminho da liberdade e da justiça, mas afastar o actual presidente para ocupar de qualquer modo o seu lugar.

Ou Deby ou o caos

Toda esta andança de alianças e rupturas, de nomeações e destituições, só mostra uma coisa: que neste momento a situação política é caótica e que não se vislumbra nenhuma alternativa clara ao presidente chadiano; pelo menos no seio da rebelião armada. De facto, o apoio que está a receber de Paris obedece principalmente a que a França não vê nenhuma alternativa clara, se Deby deixar o poder. Das muitas afirmações que o próprio presidente chadiano fez durante a campanha eleitoral em 2006, há pelo menos uma com a qual todos os observadores estão de acordo, especialmente a França: «Ou eu ou o caos», proclamava o mandatário naquela ocasião, fazendo de tal afirmação uma verdadeira palavra de ordem eleitoral. Tal como estão as coisas no seio da rebelião, parece, desgraçadamente, que é verdade. Se o golpe de Estado de Fevereiro passado tivesse tido êxito, seguramente que hoje o Chade estaria mergulhado no caos e na guerra civil, com os líderes rebeldes lutando entre si para conquistar o poder.
Por outro lado, a presidência do país é um lugar muito cobiçado, desde que, em Outubro de 2003, começou a exploração de petróleo na região de Doba. É um docinho que atrai demasiado e que deu origem a uma série de dissensões e disputas, inclusivamente no círculo mais próximo do presidente Deby. Coincidindo com o início da exploração do ouro negro, Idriss Deby modificou a Constituição para poder ser reeleito indefinidamente e perpetuar-se no poder. Deby nunca deixará o poder por via democrática, o que leva a que haja cada vez mais grupos que vêem a solução armada como única saída. Entretanto, é o povo chadiano quem sofre com as consequências.
Deby está cada dia mais sozinho. Os zaghawa que o querem ver longe do «Palácio Rosa» (denominação popular do palácio presidencial) aumentam sem cessar. Criticam-no também por não estar a ajudar suficientemente os seus irmãos zaghawa que lutam no Darfur contra o Governo sudanês.

Oposição democrática

Se a oposição armada está dividida, a oposição democrática, que em 2006 boicotou as eleições, encontra-se atualmente na sombra. Os seus líderes ou estão na cadeia ou fora do país ou não se sabe nada deles. No passado 20 de Fevereiro, a Amnistia Internacional mostrava a sua preocupação pela sorte de Lol Mahamat Choua, Ngarlegy Yorongar e Ibno Mahamat Saleh, três dos principais líderes da oposição, detidos a 3 de Fevereiro, em N’Djamena. O primeiro, isolado numa prisão militar; e o segundo, a quem a França ofereceu asilo político, aparecido finalmente nos Camarões, depois de ter estado uns tempos em paradeiro desconhecido. Como se fosse pouco, no dia 15 de Fevereiro, o Governo chadiano decretava o estado de emergência, uma medida que autoriza os governadores regionais a controlar as movimentações da população e dos veículos e a proibir a maioria das reuniões, que permite ao Governo controlar o que se publica na imprensa e impõe um recolher obrigatório da meia-noite às seis da manhã. A imprensa privada não demorou a reagir e decidiu suspender todas as suas publicações, enquanto durar o estado de emergência, considerando-o um ataque mais às liberdades fundamentais.

A implicação do Sudão

Não se pode tratar o tema chadiano como uma simples questão interna. Para entendê-lo na sua totalidade é preciso cruzar a sua fronteira leste e olhar para o Sudão. O presidente chadiano, Idriss Deby, pertence à etnia zaghawa, uma das principais etnias que povoam a região do Darfur. Quando, em 1990, alcançou o poder, fê-lo exactamente da mesma maneira que intentaram os rebeldes, no passado mês de Fevereiro. Chegou vindo do Sudão, naquela ocasião com a conivência da França e à frente de um pequeno exército de soldados zaghawas. Muitos daqueles que, naquela ocasião, o ajudaram a conquistar N’Djamena, são os mesmos que, hoje, estão a enfrentar o Governo sudanês. Desde que começou o problema do Darfur e os rebeldes se levantaram em armas contra Cartum, Deby deparou-se com um grande dilema: por um lado, não podia defrontar o seu vizinho sudanês, mas, por outro, não podia deixar abandonados aqueles que, a seu tempo, tinham tornado possível ser ele hoje o presidente do Chade.
Deby sempre negou que o Chade estivesse a apoiar os rebeldes do Darfur; mas o certo é que lhes deu armas e deixou que utilizem o território chadiano como base e refúgio. De facto, alguns dos zaghawas que combatem no Darfur contra os soldados governamentais sudaneses fizeram parte da sua própria guarda presidencial. Este jogo para os dois lados virou-se contra ele. Os zaghawas que hoje lhe fazem frente (entre os quais está o seu próprio sobrinho, Tom Erdimí) fazem-no não só pela questão do petróleo, mas também porque se sentem defraudados e criticam-no por ter deixado em má situação os seus próprios irmãos.

Presença europeia

O Sudão sempre se opôs a um desdobrar de forças de segurança no Darfur. O facto de que o ataque a N’Djamena de Fevereiro passado tenha coincidido com o mesmo dia em que se tinha de desdobrar a EUFOR não é casualidade. A presença de soldados europeus no Darfur impediria ou dificultaria os seus planos de limpeza para poder explorar todos os recursos petrolíferos e aquíferos da zona. Com efeito, a EUFOR não pode entrar em território sudanês, está obrigada a permanecer em território chadiano ou centro-africano, sem autorização para cruzar a fronteira. Além disso, não se pode esquecer que mais de dois terços dos militares que compõem a missão são franceses; e o facto de que a França tenha apoiado Idriss Deby nas duas ocasiões em que N’Djamena se viu atacada, coloca em dúvida a sua neutralidade. Apesar de tudo, a presença da EUFOR servirá, se não para evitar, ao menos para mitigar as consequências de uma situação política tão instável e com tão poucas perspectivas de futuro. Terá de passar esta geração para que o Chade possa vislumbrar a luz ao fundo do túnel. Infelizmente, um túnel demasiado comprido.

26/08/2014

Pirâmides do Egito Antigo

Introdução 
Elas foram construídas  há mais de 2500 anos e resistem até hoje. Cercadas de mistérios, despertam interesse de historiadores, arqueólogos e estudiosos de civilizações antigas. Como resistiram a tantos séculos? Que segredos guardavam dentro delas? Qual função religiosa exerciam na sociedade?



Conhecendo as pirâmides 
A religião do Egito Antigo era politeísta, pois os egípcios acreditavam em vários deuses. Acreditavam também na vida após a morte e, portanto, conservar o corpo e os pertences para a outra vida era uma preocupação. Mas somente os faraós e alguns sacerdotes tinham condições econômicas de criarem sistemas de preservação do corpo, através do processo de mumificação. 
A pirâmide tinha a função abrigar e proteger o corpo do faraó mumificado e seus pertences (jóias, objetos pessoais e outros bens materiais) dos saqueadores de túmulos. Logo, estas construções tinham de ser bem resistentes, protegidas e de difícil acesso. Os engenheiros, que deviam guardar os segredos de construção das pirâmides, planejavam armadilhas e acessos falsos dentro das contruções. Tudo era pensado para que o corpo mumificado do faraó e seus pertences não fossem acessados.
As pirâmides foram construídas numa época em que os faraós exerciam máximo poder político, social e econômico no Egito Antigo. Quanto maior a pirâmide, maior seu poder e glória. Por isso, os faraós se preocupavam com a grandeza destas construções. Com mão-de-obra escrava, milhares muitas vezes, elas eram construídas com blocos de pedras que chegavam a pesar até duas toneladas. Para serem finalizadas, demoravam, muitas vezes, mais de 20 anos. Desta forma, ainda em vida, o faraó começava a planejar e executar a construção da pirâmide.
matemática foi muito empregada na construção das pirâmides. Conhecedores desta ciência, os arquitetos planejavam as construções de forma a obter o máximo de perfeição possível. As pedras eram cortadas e encaixadas de forma perfeita. Seus quatro lados eram desenhados e construídos de forma simétrica, fatores que explicam a preservação delas até os dias atuais.
Ao encontrarem as pirâmides, muitas delas intactas, os arqueólogos se depararam com muitas informações do Egito Antigo. Elas possuem inscrições hieroglíficas, contando a vida do faraó ou trazendo orações para que os deuses soubessem dos feitos realizados pelo governante. 

25/08/2014

OMS registra 1.427 mortes pelo vírus ebola na África

Vírus segue avançando na Libéria e novas mortes geram preocupação da República Democrática do Congo


Dados divulgados nesta sexta-feira pela Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que 1.427 pessoas morreram pelo vírus ebola. Todas nos países Serra Leoa, Libéria, Guiné-Conacri e Nigéria, do oeste da África. Atualmente existem 2.615 infectados pela doença nos quatro países.
A OMS voltou a ressaltar que não há necessidade de restrições ao comércio nem ao trânsito nos países que concentram o surto de ebola. A instituição só recomenda restrições de movimentação para pessoas contaminadas ou com suspeita de contaminação pelo vírus ebola.

Ebola avança na Libéria e gera preocupação na República Democrática do Congo
A epidemia segue ganhando espaço na Libéria, o país mais afetado pelo vírus. Pela primeira vez, foram registrados casos de Ebola no sudeste da Libéria, perto da fronteira com a Costa do Marfim. 1.082 pessoas foram registradas com a doença no país, das quais 624 morreram.
Nesta sexta-feira, o vice-diretor da Organização Mundial da Saúde (OMS) para a segurança sanitária, Keiji Fukuda, alertou que o trabalho de frear a epidemia de Ebola "não será fácil" e levará "vários meses":
– Esta tarefa não será fácil. Esperamos vários meses de trabalho árduo, vários meses lutando contra esta epidemia – disse Fukuda durante uma coletiva de imprensa em Monróvia, a capital da Libéria.
Na República Democrática do Congo, 13 pessoas morreram vítimas de uma febre de origem indeterminada, despertando mais preocupação. Autoridades congolesas indicaram que a febre hemorrágica está sob controle. O ministro da Saúde, Félix Kabange Numbi, disse poder "garantir que a situação está sob controle em Boende, e especialmente no eixo de Lokolia", locais situados na província do Equador.
A situação na Nigéria, que ainda não é considerada como surto, está piorando. Já são 16 casos com cinco mortes. Em Serra Leoa foram registrados 910 infectados e 392 mortes, enquanto a Guiné-Conacri contabilizou 607 casos da doença, com 406 mortes.
Nesta semana, um fio de esperança apareceu com a melhora significativa do estado de saúde de um médico e de uma enfermeira que recebem um soro experimental americano, o ZMapp.
Nos Estados Unidos, as duas primeiras pessoas que receberam este soro experimental, um médico e uma missionária da organização beneficente Samaritan's Purse, saíram curados do hospital, onde haviam sido internados depois de serem repatriados.

Natureza África - A Fauna e a Flora em África

A África é um continente onde a natureza tem um lugar especial, é um continente virgem na qual se destacam vários ecossistemas diversificados, aqui destaca-se zonas montanhosas, paisagens, zonas de arbustos, florestas tropicais, tudo em diferentes zonas climáticas.


Em África, existem vários ecossistemas que foram encontrados no Norte de África em Magreb, o Sahara, a Savana, desertos como por exemplo o deserto de Kalahari, da Namibia, ou os grandes lagos no centro do continente. Além disso, também é de destacar a alta montanha, o Kilimanjaro ou o Atlas como os mais destacados, bem como as áreas de floresta negra. Entre as suas ilhas e arquipélagos destaca-se Cabo VerdeMadagáscarSeychelles, Maurícias, ou a Ilha de Zanzibar.

África é o principal destino do mundo para todos os amantes da natureza e de aventura, percorrer África pode ser uma aventura, desfrutar da fauna e da flora, das plantas endémicas e das suas flores, bem como das espécies animais, que só se podem encontrar neste continente, é uma oportunidade incrível para qualquer amante da natureza.

A savana, a floresta, o lago, o mar ... os ecossistemas são variados, incluindo locais como o Kalahari ou do Serengeti, conhecida mundialmente pela sua beleza, bem como o Lago Vitória e do Lago Tanganica, os dois mais importantes do continente localizados na região do Sudão, do Congo, da Tanzânia e do Quénia, mas não pode esquecer também a extrema beleza do deserto do Sahara, ou do deserto da Namibia, na selva do Congo, os parques naturais da África do Sul, etc ...

Vida Selvagem na África

A África é bem conhecida pela sua vida selvagem nas savanas e florestas equatoriais. Existem cerca de 45 espécies de primatas, incluindo os chimpanzés e gorilas. São mais de 60 espécies de predadores carnívoros como os leões, chitas, leopardos, hienas, cães selvagens, raposas, chacais e outros. Esses animais são vitais para a manutenção do equilíbrio ecológico das áreas em que habitam. Muitas espécies de herbívoros, aves, peixes, répteis e vários outros animais compõem o rico ecossistema africano.
A partir dos anos 1940 o homem fez reduzir consideravelmente a população de animais na África, de forma direta ou indireta. Isso fez com que muitas espécies entrassem em processo de extinção. Nos últimos anos vem crescendo os esforços de proteção aos animais africanos e aumentado o policiamento de reservas demarcadas. 


Um leopardo observa sua presa. O leopardo (Panthera pardus) é um dos grandes felinos que habitam as savanas africanas. Podem chegar a mais de 2 metros de comprimento (excluindo a cauda) e pesar até 90kg. Um animal solitário que costuma caçar à noite e passar o dia em cima de árvores.

Leões africanos. Seu principal habitat atual são as savanas africanas, principalmente no Kenya e naTanzânia. Hoje, fora da África, apenas a Índia ainda possui leões em seu habitat natural, no santuário da floresta de Gir. Há dez mil anos, entretanto, os leões habitaram vastas regiões da África, Europa e Ásia.

Um guepardo (acinonyx jubatus) move-se na savana africana em busca de caça. Também conhecido como chita, é o mais veloz animal terrestre, podendo alcançar mais de 100 km/h.

África e a origem dos conflitos (Pag 28 do C.A)

Os africanos nao tem nenhuma necessidade de copiar as instituições liberais do Ocidente para conciliar a estabilidade e a equidade. Entretanto, eles devem adquirir a capacidade de defender os seus direitos, inclusive contra os seus governos, e dotarem‑se das organizações necessárias para travar este combate. Os dirigentes tendem invariavelmente a sucumbir a arbitrariedade, quando nao existe contra‑poder organizado capaz de opor‑se aos seus excessos. O deficit de competências é uma das causas da violação permanente dos direitos humanos em Africa.

A Partilha de África
Entre os séculos VII e VIII, o norte da África foi conquistado pelos povos árabes que propagaram o islamismo na região. Isso explica o domínio da língua árabe e da religião muçulmana nesta porção sobresaariana do território e parte da subsaariana, já que o deserto era atravessado por caravanas que transportavam marfim, ouro e escravos até os reinos sudaneses. Hoje, a região do Sahel (envolve os países: Mauritânia, Senegal, Gâmbia, Mali, Níger, Chade, Sudão, Djibuti, Somália e Etiópia) apresentam população entre 50 e 90% muçulmana.
A África chamada de não-árabe passou a ser designada de “África Negra” ou Subsaariana com tráfico de escravos inicialmente conduzido pelos árabes, mas desde o século XV a África passou a ser subjugada pelos europeus. Por quase quatro séculos, Portugal, Espanha e Inglaterra levaram para o continente americano mão-de-obra escrava capturada na África (calcula-se 12,5 milhões de africanos, sendo 4 a 5 milhões no Brasil).
A disputa pelos territórios africanos acirrou as desavenças entre as potências. Para resolver o impasse, os países envolvidos realizaram a Conferência de Berlim, entre 1884 e 1885. O encontro definiu a partilha do continente entre as principais nações europeias, criando fronteiras artificiais, sem levar em conta os territórios das etnias nativas. Apenas a Libéria – nação formada por escravos e ex-escravos norte-americanos – e a Etiópia mantiveram-se independentes.


Esquecida pela Globalização e imensa em pobreza, fome, doenças e conflitos, a África é rica em recursos naturais cobiçados por regiões mais prosperas.
Na primeira década do século XXI, dados sobre o continente africano mostram uma pequena melhora em relação aos indicadores das décadas anteriores. Diante de seus baixos índices econômicos e sociais, há quem possa afirmar que seria impossível piorar: isso, infelizmente, não é verdade.
De 2000 a 2006, houve um aumento médio de 2% no PIB per capita (Produto Interno Bruto por habitante), contra o decréscimo de 0,7% na década anterior. Dados por habitante têm a limitação de estabelecer uma média inexistente na realidade, pois ignora as diferenças de riqueza entre as várias camadas da so­ciedade. Mas mesmo os índices de de­senvolvimento humano (IDH) dos países africanos, nos quais se consideram dados sobre renda, saúde e educação, mostram sucessivas elevações, embora ainda sejam os mais baixos do planeta.
Entre os principais responsáveis pelo crescimento econômico estão os países exportadores de petróleo – Angola, Ca­marões, Chade, os dois Congos, Guiné Equatorial, Gabão e Nigéria – e de mi­nérios estratégicos. Entretanto, mesmo entre outros países da África Subsaariana, registrou-se melhoria no desempenho da economia no último período, especial­mente pela alta no preço de produtos agrícolas (commodities). Há evidências de que o progresso beneficie sobretudo uma elite, pois há um aumento da de­sigualdade de renda nesses países: em 1975, os 10% mais ricos da população subsaariana recebiam 10,5 vezes mais que os 10% mais pobres; em 2005, essa relação cresceu para 18,5 vezes.



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