Os egípcios cultuavam inúmeros deuses, com funções e aspectos variados. Existiam deuses cultuados em todo o Egito e outros adorados apenas em determinados lugares. Entre os primeiros estavam os deuses ligados à morte e ao enterro, como Osíris.
O culto a Ísis e a Osíris era o mais popular no Egito Antigo. Acreditava-se que Osíris e sua irmã-esposa, Ìsis, tinham povoado o Egito e ensinado aos camponeses as técnicas de agricultura. Conta a lenda que o deus Set apaixonou-se por Ísis e por isso assassinou Osíris. Esse ressuscitou e dirigiu-se para o Além, tornando-se o deus dos mortos.
Os antigos egípcios acreditavam que as lágrimas de Ísis, que chorava a morte do esposo, eram responsáveis pelas cheias periódicas do Nilo. Também era adorado o deus Hórus, filho de Ísis e Osíris.
Estas divindades possuíam algumas características (poderes) acima da capacidade humana. Poderiam, por exemplo, estar presente em vários locais ao mesmo tempo, assumir várias formas, até mesmo de animais e interferir diretamente nos fenômenos da natureza. As cidades do Egito Antigo possuíam um deus protetor, que recebia oferendas e pedidos da população local.
Os deuses egípcios têm muito em comum com os homens: podem nascer, envelhecer, morrer: possuem um corpo que deve ser alimentado, um nome, sentimentos. No entanto, estes aspectos muito humanos escondem uma natureza excepcional: seu corpo, composto de matérias preciosas, é dotado de um poder de transformação, suas lágrimas podem dar nascimento a seres ou minerais. Os poderes dos deuses são sempre comparados a algumas propriedades dos elementos da natureza ou dos animais, o que dá lugar a representações híbridas às vezes espantosas.
Para representar os deuses, todas as combinações são possíveis: divindades totalmente humanas, deuses inteiramente animais, com corpo de homem e cabeça de animal, com o animal inteiro no lugar da cabeça (o escaravelho, por exemplo) ou com cabeça humana. A esfinge, imagem do deus-sol e do rei, é um leão com cabeça humana. Há animais comuns a muitas divindades (o falcão, o abutre, a leoa) e outros que são característicos de apenas uma (íbis de Thot, o escaravelho de Khepri).
Os egípcios mumificavam e enterravam seus animais domésticos. Sobretudo em uma data relativamente tardia, no decorrer do 1° milênio A.C. os egípcios sacrificavam animais para mumificá-los e amontoá-los aos milhares em cemitérios especiais. São, provavelmente, ex-votos que os devotos compraram dos sacerdotes para oferecer a seu deus seu animal preferido. O culto dos touros sagrados é muito mais antigo: um animal único torna-se uma manifestação terrestre do deus. Ele tem direito a um enterro com grandes pompas.
Havia inúmeros Deuses, sendo inevitável às rivalidades e as contradições.
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27/08/2014
Os deuses egípcios
Conflitos no Chade: sem luz no fundo do túnel (Pag 28 C.A)
Por Unknown17:04Ana Paula, Daniel, Êvan, Felipe, Hitallo, Jaqueline, Kamila, Keroane, Leticia, Lucas, Maria Paula, Mariana, Matheus, Matheus Batista, Thaís, YgorSem Comentarios
Nos seus 48 anos de história como país independente, o Chade nunca teve uma mudança de Governo de forma democrática e livre. Todas as mudanças no comando do Estado fizeram-se sempre de uma forma violenta, através de um golpe militar. O que aconteceu em N’Djamena , no passado mês de Fevereiro é uma repetição exata daquilo que se passou, em Abril de 2006, quando um punhado de rebeldes, procedentes também do Sudão, entrou na capital, com o único objectivo de expulsar Idriss Deby do poder. Trata-se de mais um episódio da trágica história de um país que conta os seus anos de independência por épocas de guerra civil, rebeliões e golpes militares. No passado mês de Fevereiro, os rebeldes estiveram quase a consegui-lo. Só a perícia militar de Idriss Deby e a ajuda que recebeu do Exército francês impediram a sua derrota.
Curiosamente, todos os golpes militares que tiveram êxito partiram sempre do Sudão. Hissène Habré iniciou a sua ofensiva em Darfur. O próprio Deby organizou a tomada do poder no mesmo lugar. É a mesma história, repetida uma e outra vez: organiza-se a revolta do outro lado da fronteira – sempre com a conivência e o apoio do Sudão e o beneplácito da França –; cruza-se o país de leste para oeste e entra-se em N’Djamena. Assim de simples. Tudo depende da posição que tomem Cartum, por um lado, e Paris, pelo outro. Nesta ocasião, falhou uma das partes: a francesa. O apoio sudanês aos rebeldes compreende-se pela ajuda que o Governo chadiano está a dar aos rebeldes de Darfur que lutam contra Cartum; enquanto o apoio francês a Idriss Deby obedece a razões estratégicas. Para a França é capital que Deby continue à frente do país, porque a sua queda suporia uma grande instabilidade em toda a zona.
Poder a qualquer preço
O caso do Chade é, por um lado, uma peça do complicado quebra-cabeças que configura hoje a região do Darfur e, por outro, a desgraçada consequência da ambição dos seus dirigentes para se aproveitarem do ouro negro que alberga o seu subsolo.
A aliança dos três movimentos rebeldes que, em Fevereiro passado, atravessou o país, de leste para oeste, em apenas cinco dias, foi uma aliança de circunstâncias, criada à força, sob pressão do Sudão, para a ocasião. Mas, depois da derrota, a coligação desfez-se, para dar lugar a uma nova. No passado dia 28 de Fevereiro, o general Mahamat Nouri, líder da UFDD (União de Forças pela Democracia e pelo Desenvolvimento), uma das partes aliadas, anunciava a dissolução desta e apresentava uma nova aliança, chamada Aliança Nacional (AN), formada pela própria UFDD, liderada por ele mesmo; pela UFDD-Fundamental, liderada por Abdelwahid Abdoul Makaye; e pela Frente para a Salvação da República (FSR), de Ahmat Soubiane. A RFC (Reunião de Forças para a Mudança) de Timane Erdimi, sobrinho do presidente, fica fora desta nova coligação, embora Nouri não descarte a hipótese de colaborar com ela. Em todo o caso, esta reorganização evidencia as desavenças entre os dois principais líderes da aliança que esteve perto de conseguir o poder: Timane Erdimi e Mahamat Nouri. Erdimi é sobrinho do presidente Deby, da mesma etnia que ele, um zaghawa; enquanto Nouri é um gorane, a etnia do ex-presidente Hissène Habré, deposto a seguir ao golpe de Estado levado a cabo por Idriss Deby, em 1990. Ambas as etnias sempre foram inimigas entre si, pelo que uma aliança entre elas pouco podia durar.
Por outra parte, esta reorganização da oposição armada não é nada de novo. Já houve imensas reorganizações; de cada vez com um novo nome e com diferentes componentes; mas sempre com o mesmo objectivo: depor Idriss Deby. Uma vez conseguido o fim que justifica a aliança, não haverá mais nada que a motive e acontecerá a divisão, já que o objectivo de cada um dos seus líderes não é devolver ao país o caminho da liberdade e da justiça, mas afastar o actual presidente para ocupar de qualquer modo o seu lugar.
Ou Deby ou o caos
Toda esta andança de alianças e rupturas, de nomeações e destituições, só mostra uma coisa: que neste momento a situação política é caótica e que não se vislumbra nenhuma alternativa clara ao presidente chadiano; pelo menos no seio da rebelião armada. De facto, o apoio que está a receber de Paris obedece principalmente a que a França não vê nenhuma alternativa clara, se Deby deixar o poder. Das muitas afirmações que o próprio presidente chadiano fez durante a campanha eleitoral em 2006, há pelo menos uma com a qual todos os observadores estão de acordo, especialmente a França: «Ou eu ou o caos», proclamava o mandatário naquela ocasião, fazendo de tal afirmação uma verdadeira palavra de ordem eleitoral. Tal como estão as coisas no seio da rebelião, parece, desgraçadamente, que é verdade. Se o golpe de Estado de Fevereiro passado tivesse tido êxito, seguramente que hoje o Chade estaria mergulhado no caos e na guerra civil, com os líderes rebeldes lutando entre si para conquistar o poder.
Por outro lado, a presidência do país é um lugar muito cobiçado, desde que, em Outubro de 2003, começou a exploração de petróleo na região de Doba. É um docinho que atrai demasiado e que deu origem a uma série de dissensões e disputas, inclusivamente no círculo mais próximo do presidente Deby. Coincidindo com o início da exploração do ouro negro, Idriss Deby modificou a Constituição para poder ser reeleito indefinidamente e perpetuar-se no poder. Deby nunca deixará o poder por via democrática, o que leva a que haja cada vez mais grupos que vêem a solução armada como única saída. Entretanto, é o povo chadiano quem sofre com as consequências.
Deby está cada dia mais sozinho. Os zaghawa que o querem ver longe do «Palácio Rosa» (denominação popular do palácio presidencial) aumentam sem cessar. Criticam-no também por não estar a ajudar suficientemente os seus irmãos zaghawa que lutam no Darfur contra o Governo sudanês.
Oposição democrática
Se a oposição armada está dividida, a oposição democrática, que em 2006 boicotou as eleições, encontra-se atualmente na sombra. Os seus líderes ou estão na cadeia ou fora do país ou não se sabe nada deles. No passado 20 de Fevereiro, a Amnistia Internacional mostrava a sua preocupação pela sorte de Lol Mahamat Choua, Ngarlegy Yorongar e Ibno Mahamat Saleh, três dos principais líderes da oposição, detidos a 3 de Fevereiro, em N’Djamena. O primeiro, isolado numa prisão militar; e o segundo, a quem a França ofereceu asilo político, aparecido finalmente nos Camarões, depois de ter estado uns tempos em paradeiro desconhecido. Como se fosse pouco, no dia 15 de Fevereiro, o Governo chadiano decretava o estado de emergência, uma medida que autoriza os governadores regionais a controlar as movimentações da população e dos veículos e a proibir a maioria das reuniões, que permite ao Governo controlar o que se publica na imprensa e impõe um recolher obrigatório da meia-noite às seis da manhã. A imprensa privada não demorou a reagir e decidiu suspender todas as suas publicações, enquanto durar o estado de emergência, considerando-o um ataque mais às liberdades fundamentais.
A implicação do Sudão
Não se pode tratar o tema chadiano como uma simples questão interna. Para entendê-lo na sua totalidade é preciso cruzar a sua fronteira leste e olhar para o Sudão. O presidente chadiano, Idriss Deby, pertence à etnia zaghawa, uma das principais etnias que povoam a região do Darfur. Quando, em 1990, alcançou o poder, fê-lo exactamente da mesma maneira que intentaram os rebeldes, no passado mês de Fevereiro. Chegou vindo do Sudão, naquela ocasião com a conivência da França e à frente de um pequeno exército de soldados zaghawas. Muitos daqueles que, naquela ocasião, o ajudaram a conquistar N’Djamena, são os mesmos que, hoje, estão a enfrentar o Governo sudanês. Desde que começou o problema do Darfur e os rebeldes se levantaram em armas contra Cartum , Deby deparou-se com um grande dilema: por um lado, não podia defrontar o seu vizinho sudanês, mas, por outro, não podia deixar abandonados aqueles que, a seu tempo, tinham tornado possível ser ele hoje o presidente do Chade.
Deby sempre negou que o Chade estivesse a apoiar os rebeldes do Darfur; mas o certo é que lhes deu armas e deixou que utilizem o território chadiano como base e refúgio. De facto, alguns dos zaghawas que combatem no Darfur contra os soldados governamentais sudaneses fizeram parte da sua própria guarda presidencial. Este jogo para os dois lados virou-se contra ele. Os zaghawas que hoje lhe fazem frente (entre os quais está o seu próprio sobrinho, Tom Erdimí) fazem-no não só pela questão do petróleo, mas também porque se sentem defraudados e criticam-no por ter deixado em má situação os seus próprios irmãos.
Presença europeia
O Sudão sempre se opôs a um desdobrar de forças de segurança no Darfur. O facto de que o ataque a N’Djamena de Fevereiro passado tenha coincidido com o mesmo dia em que se tinha de desdobrar a EUFOR não é casualidade. A presença de soldados europeus no Darfur impediria ou dificultaria os seus planos de limpeza para poder explorar todos os recursos petrolíferos e aquíferos da zona. Com efeito, a EUFOR não pode entrar em território sudanês, está obrigada a permanecer em território chadiano ou centro-africano, sem autorização para cruzar a fronteira. Além disso, não se pode esquecer que mais de dois terços dos militares que compõem a missão são franceses; e o facto de que a França tenha apoiado Idriss Deby nas duas ocasiões em que N’Djamena se viu atacada, coloca em dúvida a sua neutralidade. Apesar de tudo, a presença da EUFOR servirá, se não para evitar, ao menos para mitigar as consequências de uma situação política tão instável e com tão poucas perspectivas de futuro. Terá de passar esta geração para que o Chade possa vislumbrar a luz ao fundo do túnel. Infelizmente, um túnel demasiado comprido.
26/08/2014
Pirâmides do Egito Antigo
Introdução
Elas foram construídas há mais de 2500 anos e resistem até hoje. Cercadas de mistérios, despertam interesse de historiadores, arqueólogos e estudiosos de civilizações antigas. Como resistiram a tantos séculos? Que segredos guardavam dentro delas? Qual função religiosa exerciam na sociedade?
Conhecendo as pirâmides
A religião do Egito Antigo era politeísta, pois os egípcios acreditavam em vários deuses. Acreditavam também na vida após a morte e, portanto, conservar o corpo e os pertences para a outra vida era uma preocupação. Mas somente os faraós e alguns sacerdotes tinham condições econômicas de criarem sistemas de preservação do corpo, através do processo de mumificação.
A pirâmide tinha a função abrigar e proteger o corpo do faraó mumificado e seus pertences (jóias, objetos pessoais e outros bens materiais) dos saqueadores de túmulos. Logo, estas construções tinham de ser bem resistentes, protegidas e de difícil acesso. Os engenheiros, que deviam guardar os segredos de construção das pirâmides, planejavam armadilhas e acessos falsos dentro das contruções. Tudo era pensado para que o corpo mumificado do faraó e seus pertences não fossem acessados.
As pirâmides foram construídas numa época em que os faraós exerciam máximo poder político, social e econômico no Egito Antigo. Quanto maior a pirâmide, maior seu poder e glória. Por isso, os faraós se preocupavam com a grandeza destas construções. Com mão-de-obra escrava, milhares muitas vezes, elas eram construídas com blocos de pedras que chegavam a pesar até duas toneladas. Para serem finalizadas, demoravam, muitas vezes, mais de 20 anos. Desta forma, ainda em vida, o faraó começava a planejar e executar a construção da pirâmide.
A matemática foi muito empregada na construção das pirâmides. Conhecedores desta ciência, os arquitetos planejavam as construções de forma a obter o máximo de perfeição possível. As pedras eram cortadas e encaixadas de forma perfeita. Seus quatro lados eram desenhados e construídos de forma simétrica, fatores que explicam a preservação delas até os dias atuais.
Ao encontrarem as pirâmides, muitas delas intactas, os arqueólogos se depararam com muitas informações do Egito Antigo. Elas possuem inscrições hieroglíficas, contando a vida do faraó ou trazendo orações para que os deuses soubessem dos feitos realizados pelo governante.
24/08/2014
História da colonização da África
A história da colonização da África encontra-se documentada desde que os fenícios começaram a estabelecer colónias na costa africana do Mediterrâneo, por volta do século X a.C. Seguiram-se os gregos a partir do século VIII a.C., os romanos no século II a.C., os vândalos, que tomaram algumas colónias romanas já no século V da nossa era, seguidos pelo Império Bizantino, no século seguinte, os árabes, no século VII e, finalmente, os estados modernos da Europa, a partir do século XIV.
A colonização fenícia
A Fenícia foi um antigo reino cujo centro se situava na planície costeira do que é hoje o Líbano, no Mediterrâneo oriental. Esta civilização desenvolveu-se entre os séculos X e V a.C., estabelecendo colónias em todo o norte de África. Uma das colónias fenícias mais importantes desta região foi Cartago.
A colonização grega
A partir de 750 a.C. os gregos iniciaram um longo processo de expansão, formando colônias em várias regiões, como Sicília e sul da Itália, no sul da França, na costa da Península Ibérica, no norte de África, principalmente no Egito, e nas costas do mar Negro. Entre os séculos VIII e VI a.C. fundaram aí novas cidades, as colônias, as quais chamavam de apoíkias, palavra que pode ser traduzida por "nova casa".
A colonização romana
Em 146 a.C. Cartago foi destruída por Roma no que se pode considerar a implantação daquele império no Norte de África. O Império Romano dominou toda a África Mediterrânica, ou seja, a parte do norte da África e que rodeia o Mar Mediterrâneo, quando ocorreu a descolonização na África.
A colonização árabe
A colonização dos árabes ocorreu durante os séculos VIII e IX e abrangeu todas as terras que formam o Deserto do Saara e grande parte da África Ocidental e a zona costeira da África Oriental.
Omã
Durante o século XVIII o Omã estabeleceu várias colónias ultramarinas, dentre as quais estão o Baluchistão (atual Paquistão), as Comores, Moçambique, Madagascar eTanzânia. Porém, com o declínio do sultanato, tais colónias foram perdidas quando, em 1891 o sultanato vira protetorado britânico.
Pode dizer-se que a colonização recente da África iniciou-se com os descobrimentos e com a ocupação das Ilhas Canárias pelos portugueses, no princípio do século XIV.
O processo de ocupação territorial, exploração econômica e domínio político do continente africano por potências europeias tem início no século XV e estende-se até a metade do século XX. Ligada à expansão marítima europeia, a primeira fase do colonialismo africano surge da necessidade de encontrar rotas alternativas para o Oriente e novos mercados produtores e consumidores.
No século XIV, exploradores europeus chegaram a África. Através de trocas com alguns chefes locais, os europeus foram capazes de capturar milhões de africanos e de os exportar para vários pontos do mundo naquilo que ficou conhecido como a escravidão.
Guerra Civil na Somália (Pag 28 C.A)
Por Unknown11:03Ana Paula, Daniel, Êvan, Felipe, Hitallo, Jaqueline, Kamila, Keroane, Leticia, Lucas, Maria Paula, Mariana, Matheus, Matheus Batista, Thaís, YgorSem Comentarios
Em sua história recente, o território somali foi mais uma das várias regiões subordinadas ao mando e à exploração da ordem imperialista. Nesse caso, a porção norte do território ficou sob o mando da Inglaterra e a região leste dominada pelos italianos. Chegada a década de 1960, sob o contexto de descolonização, os dois espaços conquistaram a sua autonomia e se unificaram para a formação de um único estado independente.
Ao longo de sua primeira década de independência, a Somália foi conduzida por um governo de orientação democrática. Isso até 1969, quando o general das Forças Armadas, Mohamed Siad Barre, promoveu um golpe de estado que o transformou em líder máximo do país nos vinte anos seguintes. No ano de 1991, o general acabou sendo destituído do posto ditatorial pela força militar imposta pelos grupos políticos armados que se formaram durante esse tempo.
Ao longo de sua primeira década de independência, a Somália foi conduzida por um governo de orientação democrática. Isso até 1969, quando o general das Forças Armadas, Mohamed Siad Barre, promoveu um golpe de estado que o transformou em líder máximo do país nos vinte anos seguintes. No ano de 1991, o general acabou sendo destituído do posto ditatorial pela força militar imposta pelos grupos políticos armados que se formaram durante esse tempo.
Conhecido como “warlords”, esses grupos se dividem em três principais facções: o Movimento Nacional Somali (SNM), o Movimento Patriótico Somali (SPM) e o Congresso Somali Unido (USC). Tendo cada um dos “warlords” reivindicando o poder para si, o cenário político somaliano mergulhou em uma profunda crise em que nenhuma autoridade central ou conciliadora tivesse capacidade de alcançar a estabilidade nacional.
Não bastando isso, em maio de 1991, os clãs do norte se unificaram e declararam a sua independência com a formação da República da Somalilândia. Mesmo sem reconhecimento internacional, essa região acabou firmando a sua autonomia com uma forma de governo própria. Em meio a crise política, a grave situação de fome e miséria impeliu a ONU a intervir na Somália com o oferecimento de mantimentos para a população menos favorecida.
Em pouco tempo, os recursos levados pela ONU instigaram o acirramento entre as milícias que controlavam as várias vias de acesso do país. Desse modo, a Organização das Nações Unidas autorizou a chegada de tropas norte-americanas que poderiam utilizar a força para garantir o trabalho humanitário e buscar uma resolução àquela delicada situação política. Contudo, em 1994, essa crise acabou se potencializando com a permanente atuação das milícias e a saída do exército estadunidense da região.
No ano de 2000, a crise política e os constantes conflitos internos foram discutidos em uma reunião no Djibuti, onde houve a reunião de 200 delegados somalis. O evento acabou estabelecendo a criação de uma Assembleia Nacional e repassou o governo ao presidente Abdulkassim Salad Hasan. No mês de outubro, o novo governo foi formado. Logo em seguida, alguns grupos armados dissidentes não reconheceram a nova autoridade e, com isso, preservaram o desgastante estado de guerra.
Em 2004, uma nova reunião tentou reatar o diálogo entre os clãs e os grupos armados para a formação de um parlamento capaz de reorganizar a nação somali. A partir de então, a influência e a predominância da religião muçulmana acabou estabelecendo a adoção de leis islâmicas para todo o território. Entretanto, o alcance da paz foi novamente ameaçado quando os grupos islâmicos armados do país resolveram declarar guerra a Etiópia, país vizinho apoiado pelos Estados Unidos.
A invasão das tropas etíopes acabou aprofundando o caos, a miséria e a fome que se arrastam entre a população somali. Somente em 2008, um acordo de cessar fogo conseguiu empreender a paz entre os dois países. Em janeiro de 2009, a completa saída da Etiópia do país foi seguida pela organização de um novo Parlamento agora tomado pela oposição islâmica moderada. Ainda hoje, o novo governo enfrenta a ação das milícias islâmicas de orientação radical, como o a do grupo Al Shabab.
Não bastando isso, em maio de 1991, os clãs do norte se unificaram e declararam a sua independência com a formação da República da Somalilândia. Mesmo sem reconhecimento internacional, essa região acabou firmando a sua autonomia com uma forma de governo própria. Em meio a crise política, a grave situação de fome e miséria impeliu a ONU a intervir na Somália com o oferecimento de mantimentos para a população menos favorecida.
Em pouco tempo, os recursos levados pela ONU instigaram o acirramento entre as milícias que controlavam as várias vias de acesso do país. Desse modo, a Organização das Nações Unidas autorizou a chegada de tropas norte-americanas que poderiam utilizar a força para garantir o trabalho humanitário e buscar uma resolução àquela delicada situação política. Contudo, em 1994, essa crise acabou se potencializando com a permanente atuação das milícias e a saída do exército estadunidense da região.
No ano de 2000, a crise política e os constantes conflitos internos foram discutidos em uma reunião no Djibuti, onde houve a reunião de 200 delegados somalis. O evento acabou estabelecendo a criação de uma Assembleia Nacional e repassou o governo ao presidente Abdulkassim Salad Hasan. No mês de outubro, o novo governo foi formado. Logo em seguida, alguns grupos armados dissidentes não reconheceram a nova autoridade e, com isso, preservaram o desgastante estado de guerra.
Em 2004, uma nova reunião tentou reatar o diálogo entre os clãs e os grupos armados para a formação de um parlamento capaz de reorganizar a nação somali. A partir de então, a influência e a predominância da religião muçulmana acabou estabelecendo a adoção de leis islâmicas para todo o território. Entretanto, o alcance da paz foi novamente ameaçado quando os grupos islâmicos armados do país resolveram declarar guerra a Etiópia, país vizinho apoiado pelos Estados Unidos.
A invasão das tropas etíopes acabou aprofundando o caos, a miséria e a fome que se arrastam entre a população somali. Somente em 2008, um acordo de cessar fogo conseguiu empreender a paz entre os dois países. Em janeiro de 2009, a completa saída da Etiópia do país foi seguida pela organização de um novo Parlamento agora tomado pela oposição islâmica moderada. Ainda hoje, o novo governo enfrenta a ação das milícias islâmicas de orientação radical, como o a do grupo Al Shabab.
21/08/2014
11/08/2014
10/08/2014
Rally na Africa
A Rally
Perla de África também
chamada Rally Uganda Perla de África é um dos eventos
automotivos mais importantes em Uganda. O teste faz parte do National Rally
Championship Uganda e o Campeonato Rally Africano (African
Rally Championship, ARC), aprovado pelo FIA.
O teste é
considerado muito difícil e duração de três dias. A edição de 2012 teve um tour de
644,89 km.
Origem
A primeira edição
da Pérola da África do Rally foi realizada em 1997, como um evento de candidato
do Campeonato Rally Africano, Rally inspirado nos Grandes Lagos da Burundi em
1996 Este último foi alterado para Uganda devido à instabilidade política no Burundi. Inspirado
pelo sucesso do teste, Uganda decidiu procurar seu próprio teste no Campeonato
Africano em 1997.
Quando Winston Churchill visitou Uganda, batizado como a 'Pérola
da África ", que é a origem do nome do teste.
Alguns dos
melhores pilotos na história da indústria automobilística do Uganda são
Sospeter Munyegera, Shekhar Mehta, Satwant Singh, Charlie
Lubega, Moisés Lumala, Emmanuel Katto e


